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19 de junho de 2020

Solstícios – Um chamado para Reconectar

Alinhamento Corpo Mente Espírito
Celebração de Solstício de Verão em Stonehenge

A palavra solstício é derivada do latim “sol” (sol) e “sistere” (para ficar parado) para nós, que tentamos viver de acordo com os ciclos da natureza; é a hora de parar, pausar, de se reconectar com a terra e ao poderoso efeito que o sol e sua luz têm sobre todos os seres vivos.

Por que deixamos de valorizar datas tão importantes para a vida terrena e super valorizamos comemorações como Natal ou Páscoa muitas vezes desconhecendo sua verdadeira origem?

Porque o modelo social em que crescemos assim determinou. Nos fizeram “esquecer” da origem da vida para valorizar a origem do sistema, da matéria.

A celebração de Solstícios e Equinócios transcende eras. Eram as datas mais importantes do ano para culturas ancestrais que viviam em total sincronia com a terra.

Ainda há celebrações desse tipo nos dias de hoje, embora ainda sejam consideradas celebrações pagãs, vistas como tabus ou com julgamentos maliciosos.

Cerimônia de celebração do Solstício de Verão

RECONECTAR COM A TERRA

O futuro está aqui, nos chamando para voltar às origens ancestrais e reconectar com a terra para reencontrar o equilíbrio entre mente, corpo e espírito. Abra sua mente para leituras como essa e apenas saia da caixinha limitada em que vivemos dentro da sociedade moderna, permitindo-se expandir e reconhecer seu saber interno.

Não há absolutamente nada de pagão em celebrar os ciclos terrenos, as quatro estações ou os ciclos lunares. Nã há absolutamente nada de errado em dançar descalços ao redor de fogueiras, em erguer altares aos astros e estrelas e a cultuar rezos que honram a terra.

Por que você ainda tem medo?

Porque cresceu sendo manipulado. A sociedade moderna não podia admitir que você confiasse mais em sábios anciãos das florestas, na sabedoria dos índios, na força de feiticeiras que curam as doenças do corpo e da alma através de plantas e ervas. Então os condenaram e repudiaram por séculos e séculos. Para obter o poder de controlar da sua mente.

E conseguiram.

Mas estamos em 2020. O ano da nova origem e eu já posso ouvir os sons das nossas almas livres dançando na floresta, conversando com os espíritos das árvores e dos animais, semeando nosso próprio alimento, honrando todas as espécies e sendo guiados pelo sol.

Mandala Solstício Verão

COMO CELEBRAR O SEU PRIMEIRO SOLSTÍCIO CONSCIENTE

Se você está no Hemisfério Norte celebrará o dia mais longo do ano (com maior tempo de luz solar), O SOLSTÍCIO DE VERÃO nesse sábado dia 20 de junho.

Se você está no Hemisfério Sul celebrará o dia mais curto do ano (com menor tempo de luz solar), O SOLSTÍCIO DE INVERNO, nesse sábado dia 20 de junho.

Ambos são celebrações importantes, mas em diferentes momentos. Eu gosto muito de pensar que o Universo é tão dualmente perfeito que nos dá a chance de observar essa dualidade de forma absoluta acontecendo o tempo inteiro. Luz e sombra. Inverno e verão em dois hemisférios. Dia e noite. Homem e mulher. Yin e Yang.

Por que insistimos em padronizar tudo quando é tão claro que o equilíbrio é exatamente viver os opostos?

Stonehenge solstício

CELEBRAR O SOLSTÍCIO DE VERÃO

Dance descalços na natureza.
Providencie um momento de reconexão com a terra através do plantio de novas mudas.
Saia para ver o sol se pôr com os amigos e façam uma fogueira (com consciência).
Tome banho de mar, rio ou cachoeira.
Celebre a vida em tudo o que há.
Veja Deus nas flores, converse com as ervas do quintal, construa mandalas de plantas.
Considere passar o dia em uma floresta, fazenda ou casa de campo.
Apenas se permita sentir a vibração no ar, procure o invisível.
Providencie um banquete para quem mora em sua casa, cuide para que os alimentos sejam de origem orgânica e produzidos de forma honrosa e respeitosa para com a terra.
Escreva textos, poemas ou versos em homenagem a esse momento e publique em suas redes sociais.

CELEBRAR O SOLSTÍCIO DE INVERNO

Prepare um bom chá e compartilhe sua tarde com alguém especial lendo bons livros ou assistindo documentários sobre a Terra.
Acenda um incenso e algumas velas em seu altar e faça algumas orações pelo planeta.
Troque suas roupas de cama e perfume seu quarto com óleo essencial de lavanda, mirra ou patchuli.
Colha folhas secas do jardim ou da rua de casa e produza uma guirlanda bonita para enfeitar o centro da sua mesa de almoço ou jantar.
Produza um banquete com alimentos ricos provenientes da terra como caldos de abóbora ou sopas de batas e folhas de couve.
Faça seu próprio pão artesanal.
Leia para crianças sobre o poder dos astros e estrelas, sobre a terra.
Escreva sobre seus sentimentos e converse com amigos em homenagem a esse momento.

Celebração de Solstício de Verão

PARA SABER

Na antiguidade, como nossa relação com a natureza era muito mais íntima e nosso estilo de vida nos permitia uma observação mais minuciosa dos fenômenos naturais, muitas lendas e misticismos foram surgindo.
Sabendo, ainda, o quão imprescindível é o calor do sol para a agricultura, e que a exposição a ele afeta significativamente até mesmo o humor das pessoas, não fica difícil entender porque os povos antigos acreditavam em energias especiais durante os solstícios.
Mesmo que elas não soubessem explicar, os resultados eram visíveis nos campos e no comportamento das pessoas.

O monumento de Stonehenge foi construído na Inglaterra há mais de 4 mil anos para observar os solstícios de Verão.
Valendo-se do conhecimento adquirido da observação do céu, foi possível criar um ponto em que se pode admirar o Sol que nasce exatamente em cima desse monumento.

As Festas Juninas tem relação com os solstícios de verão Europeu. São reflexo cultural das festas que os europeus faziam para comemorar o início do Verão – ou seja, o período de maior vivacidade do ano.
E isso acontece desde muito antes de aparecerem na história os santos homenageados desse mês.
Eram festas pagãs que foram criadas para agradecer e homenagear a natureza, pedindo fartura de comida, bebida e alegria para os meses seguintes.

O solstício de inverno na Europa deu origem ao…. adivinhem? Natal.
Isso mesmo, o Natal nasce de uma festa considerada pagã pela igreja e sociedade moderna. Assim como a maioria das festas.
O menor dia do ano acontece exatamente no solstício de inverno. Para os povos ancestrais, esse dia significava a vitória da luz sobre a escuridão, já que, a partir de então, a luz voltaria a reinar.
Diante dessa crença, festas baseadas nas mitologias persa e hindu reverenciavam o Sol como uma divindade, um Deus. Eram dias de festa, dança, música e fartura de comida e alegria!
Até o Império Romano incorporou homenagens ao Sol à sua cultura.
Posteriormente, com o enfraquecimento das religiões pagãs e a imposição cada vez mais intensa do cristianismo, os romanos passaram a comemorar o Natal nessa mesma data.

Gostou do post? Me deixe um comentário. Adoro ler o que você sente.

Bom Solstício a todos nós.

Hari Om – Que o amor desperte

  1. Maria Luciene dos Santos disse:

    Tenho visto a natureza de outra forma , com mais amor e entendimento , tenho despertado a vontade de plantar e colher o alimento, cada dia me vejo mais próxima a natureza, estou amando esse despertar ou mesmo essa inspiração.