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21 de janeiro de 2016

O que você pode fazer diferente nesse momento?

Vem despertar

9b1bc5d4d16a5062a077620cfd52e887    Falo muito sobre nossas ações e reações diárias e de como elas interferem diretamente em nossa qualidade de vida.
Pois bem, esse estilo de vida Zen implica diretamente nisso; aprender a lidar com nossas reações a tudo o que nos acontece, principalmente se forem experiências negativas.
Não se trata de viver para sempre em um mar de rosas, mas sim de aprender a viver com a dor e as derrotas diárias, tornando-as do tamanho que realmente são.
Quando você aprende a estar conectado consigo mesmo, ou seja, consciente da sua respiração e consciente das suas reações no agora, uma dor se transforma apenas em uma dor e não na sua vida.

A prática do Zen é na realidade uma coisa muito simples. Trata-se sempre de reconectar-se com sua essência e de valorizar as coisas mais simples, mas que são capazes de nos fazer estar presentes no aqui e agora.
Por isso a infância possui essa magia. Porque as crianças estão sempre em conexão com sua essência Divina, em contato com seu Eu mais profundo, respeitando sua liberdade.

No meio de meus aprendizados me deparei com uma senhora de uns 60 anos que sofria de um grave problema na pele. Ela precisava diariamente passar um creme em todo seu corpo para diminuir a irritação que aquela doença causava.
Começou a adentrar um pouco mais nesse estilo de vida Zen aprendendo a ter consciência daquilo que fazia, do corpo que possuía e de como estava se sentindo naquele momento, acreditando na sua cura.
Inicialmente estava desiludida porque queria resultados rápidos, algo como uma cura milagrosa.
Mas se sentia mais tranquila e continuou mesmo assim, esperando que um dia quem sabe sua cura acontecesse.
Todas as manhas e noites passava o creme no corpo de maneira gentil e delicada, respirando consciente de cada movimento e se sentindo grata por ainda possuir forças de passar aquele creme sozinha, sem precisar depender de outras pessoas, afinal aquilo já era uma vitória.
O ato diário passou a ser um carinho, uma massagem, um gesto de amor e deixou de ser uma obrigação.
Os meses passaram e ela se permitiu a se amar mais.
Não se detestava por possuir uma doença rara, mas era grata por aquele momento de passar o creme, que tinha se tornado um momento íntimo, uma meditação diária que a fazia acreditar no milagre da vida.
A irritação na pele diminuiu significativamente e sua felicidade era visível a todos.

Note bem – só existiu felicidade quando ela mudou sua reação e deixou o amor vencer o medo.

E você, o que pode fazer de maneira diversa nesse momento?

Namaste _/\_