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7 de junho de 2019

Esperando o momento certo

Sem categoria Vem despertar

Esperando o momento certo. O dia perfeito. A casa estar limpa. Os armários estarem em ordem. O peso diminuir na balança. Esperando as condições perfeitas para viver a vida perfeita que idealizamos.

Já parou para pensar nisso?

Hoje, nos stories do instagram falei um pouco sobre esse tema e dezenas de pessoas me enviaram um feedback que se alinha com essa descrição. Todas esperando as condições perfeitas para, enfim, viver a vida perfeita que tanto sonham e desejam.

Bom, nesse exato momento cá estou eu, com apenas quinze minutos de tempo, a pia cheia de louças, a casa cheia de pêlos, a máquina de lavar fazendo um barulho danado e os cabelos suados de quem acabou de chegar da academia… escrevendo.
Eu amo escrever. Eu amo estar aqui e agora fazendo aquilo que estou fazendo.

Mas então, por que eu preciso esperar para quando a casa estiver perfumada, com o ambiente perfeito? Por que não posso me sentir bem escrevendo dentro das condições desse momento?

Porque criei estereótipos. Criei uma historinha mental que me impede de começar a escrever enquanto a casa não estiver limpa, as roupas estendidas e os armários organizados.

Refletindo mais profundamente sobre esse sentimento lembrei-me de algumas passagens da adolescência, onde eu parava de faxinar a casa para ler algum artigo interessante em um livro ou revista que encontrava naquele momento.

Minha mãe escandalizada dizia que eu precisava primeiro colocar a casa em ordem, para depois poder sentar, ler, escrever, ou fazer outras coisas que me davam muito prazer.
Óbvio que ela estava certa.
Mas meu subconsciente não soube diferenciar uma circunstância da outra e simplesmente continua disparando essa mensagem todas as vezes em que eu sento para fazer aquilo em que me realizo fazendo.

Pode parecer uma coisa boba, mas descobrir isso libertou-me.

Oras, eu posso parar tudo e escrever bem agora. Eu posso lavar e organizar tudo em outro momento.

Escrever organiza o caos que carrego dentro, me aproxima da Andreza que sente. Embora ainda olhe ao redor e tenha arrepios querendo sair limpando e arrumando tudo, entendo que mesmo que a casa esteja brilhando, ainda assim não me permitirei fazer aquilo que desejo.

Faz parte da pena de si mesmo. Faz parte das desculpas que arrumo para procrastinar. Faz parte de fugir da responsabilidade de criar a vida que desejo.

Entende?

Estereótipos são masmorras que criamos na mente, são torturas que aprisionam nossos desejos, são os esconderijos onde depositamos nossos sonhos.

E num futuro inalcançável restará para sempre a nossa vida perfeita.

Essa descrição me fez lembrar da parábola da raposa e as uvas; quando percebeu que eram inalcançáveis convenceu-se de que as mesmas ainda estavam muito verdes. E foi-se a raposa sem realizar seu desejo. Era mais fácil desistir do que lutar em condições limitantes.

O desejo de ser quem sinto que sou está pronto para ser colhido nesse momento e não farei como a raposa. Vou pôr o pé segura de que o universo colocará o chão, mesmo sem entender direito ainda o Seu chamado.

Vem comigo?
Quais são os estereótipos que você precisa mudar nesse momento?

Eu sou Andreza Frasseto e eu amo você.

Sobre a belíssima imagem que ilustra o texto – encontrei no “pinterest” sem autoria, se você conhece o artista ou mesmo se você for ele, por favor entre em contato comigo. Gratidão pela beleza da sua alma.