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24 de fevereiro de 2016

como driblar seus diálogos internos?

Vem despertar

0037a82effd46adfc8907ab8fa0fdc5eSe você está participando do #reconecte, essa semana está sendo divertida e desafiadora para você.

Falo isso porque essa semana os participantes do Projeto Reconecte devem passar sete dias varrendo suas reclamações e se desviando das reclamações alheias.

Parece fácil, mas tente começar. Você acaba descobrindo que reclama demais! E se não reclama escancaradamente, reclama em diálogos internos.

Nossa mente não pára. Ela está o tempo todo conversando conosco como um intruso ou um amigo; uma companhia agradável ou uma criança impertinente que não pára de falar até atingir seu objetivo.

Ecco! Nossa mente é uma criança. Uma criança levada e mimada.

Quantas vezes nos pegamos com pena de nós mesmos?

Vou revelar aqui  um segredo:

Minha mente sempre foi muito ruidosa. Até a adolescência no entanto, eu tinha pensamentos lindos, positivos e muito conectados a vida, me lembro bem disso. Mas depois de alguns traumas a coisa mudou drasticamente e passei a ter uma companhia triste e deprimente habitando dentro da minha mente.

Com o passar do tempo pude perceber que aqueles pensamentos eram recorrentes, criados e alimentados por mim.

Antes disso passei uns três anos com um diálogo interno estranho e jamais resolvido por nenhum terapeuta. Toda vez que entrava na ducha, na hora de tomar banho, era tomada por uma profunda tristeza e melancolia e algo na minha mente me dizia que era melhor morrer.

Isso era muito sério, muito intenso. Entre um psicólogo e outro eu não via luz.

Era óbvio, o pensamento fora criado por mim. Existia um mecanismo de alarme que disparava aquela sensação no momento do banho porque meu subconsciente já estava treinado para isso.

Ok. Quando fiz essa mesma imersão que você está fazendo agora do projeto reconecte, percebi que eu tinha muita pena de mim por tudo aquilo que já tinha vivido até aquele momento, e aquela voz que conversava comigo era na verdade meu ego que tentava me iludir mais uma vez para me manter naquele vício.

Como mudar esse padrão interno?

Como ir lá e modificar aquele alarme?

Mantras. Eu criei um mantra. E toda vez que me preparava para entrar no banho começava a entoar esse mantra minutos antes. Nas primeiras vezes o pensamento tentou voltar, mas o substituí insistentemente pelo mantra. Depois de 15 dias pude perceber que aquele já não era mais um momento de tortura, na verdade o banho tinha se tornado um momento de cantoria.

Reclamar é isso também.

Preste atenção em seus diálogos internos e nas mentiras que a sua mente conta. Deixa pra lá o motivo pelo qual ela está tentando te fazer acreditar nessas reclamações e afirmações negativas, apenas desligue-se disso.

Você pode criar mantras e utilizá-los sempre que perceber que um padrão de pensamento está tentando se instalar em seu consciente. Não precisa necessariamente cantar, pode simplesmente repetir de maneira convicta e continua até perceber que seu subconsciente dispara esse mantra no lugar do pensamento negativo.

Hoje eu precisei resolver um problema. Estava um pouco ansiosa e apreensiva imaginando como o resolveria, o que a pessoa me diria e o que eu iria responder. Quando me deparei com esses diálogos internos imaginando sempre o pior desfecho para a resolução da situação parei tudo, respirei e comecei a imaginar o desfecho que eu queria que acontecesse. Saí de casa e no percurso percebi que estava entoando o mantra de Shiva – “Om Namah Shivaya”- que é um mantra que sempre entoo em momentos de ansiedade e dúvida.

[Um mantra é muito particular gente, você precisa escolher aquele que faz vibrar sua emoção e te sentir acolhido, protegido, abençoado. Independente de ser uma frase, uma canção, em sanscrito, em japonês, em português ou uma oração]

Juro para vocês, me senti mais aliviada já no caminho. Cheguei lá e a história teve o melhor desfecho possível com um esclarecimento para ambas as partes.

Agradeci internamente ao Deus Shiva e toda sua energia que estava em mim.

Venci meus monstros internos mais uma vez!

Namaste _/\_

 

Nota – Om Namah Shivaya [pronúncia: ôm namá xiváia]

Shiva” representa a alma universal, “Aya” denota a identidade entre a alma individual e a alma universal. As cinco letras de “Namah Shivaya” significam as cinco ações do Senhor: criação, preservação, destruição, o ato de ocultar e a benção; significam também os cinco elementos e toda a criação através da combinação deles. “Na” denota o poder oculto do Senhor que faz a alma se mover pelo mundo, “Mah” é a amarra que prende a alma na roda das vidas e mortes. “Shi” é o símbolo do Senhor Shiva, “Va” é a Sua graça e “Ya” é a alma individual. Se a alma se enreda em “Na” e “Mah” ela ronda interminavelmente pelo mundano, se ela se associa com “Va” ela vai em direção a Shiva. “Namah Shivaya” forma o corpo do Senhor Shiva e o mantra propicia que “eu me refugie no corpo do Senhor Shiva”’.

  1. Elizangela disse:

    Muito interessante isso!!